Expedição
Rio Tijucas
Encontro
às 8h na base da Ativa Rafting em Santo Amaro da Imperatriz
onde o grupo vai conhecer a equipe de guias e receber um briefing
dos próximos dois dias. A seguir subimos a serra e em 1h30
estamos no ponto de partida da nossa aventura. Checagem e distribuição
de equipamentos e após um breve aquecimento estamos prontos.
Entramos no rio e logo a Mata Atlântica abre os braços
para o nosso pequeno grupo. Já podemos ter uma idéia
do que nos espera nos próximos dois dias. O rio forma muitas
corredeiras que correm sobre pedras e lages, intercalados por pequenos
poços, tudo isso cercado por uma mata intocada pelo homem.
Somente nós, a água, as rochas e o verde - a aventura
toma forma e nós estamos conscientes que somente no outro
dia à tarde teremos contato com a civilização.
Cada corredeira é um novo desafio. Algumas de classe II, mas
muitas de classe III, bastante técnicas e emocionantes. A
primeira corredeira de classe IV, o Carrossel, aparece e dependendo
do nível do rio e da coragem da equipe, podemos enfrentar
a corredeira ou então fazer uma portagem para descer o bote
pela corda. Logo chega o Salto do Leo, mais uma classe IV, mas como
uma virada é quase inevitável, optamos pela portagem.
As corredeiras ficam cada vez mais fortes e exigem espírito
de equipe. O Desfiladeiro é uma bela corredeira em S e no
Desespero precisamos de mais uma avaliação de toda
a equipe sobre a possibilidade de descer ou não. Chegamos
à primeira cachoeira, o Caldo da Cobra. São duas quedas
d'água que terminam num belo cânion, cercado por paredões
de rochas. A descida é impossível e a portagem se torna
uma aventura à parte. Estamos no coração de
uma paisagem absolutamente selvagem e podemos sentir que raramente
um homem pôs os pés nesta região.
Após a portagem, mais uma hora de muitas corredeiras e no
final da tarde chegamos ao destino do dia. Estamos no topo da Grota
Funda ou Passo do Fitzgaraldo, uma cachoeira de 12 metros. O visual é impressionante
- após a cachoeira se forma um desfiladeiro que continua com
corredeiras de classe VI por mais 300m. Hora de todos se envolverem
nos trabalhos para preparar a pernoite. Tirar os equipamentos, arrumar
as barracas, buscar água numa fonte natural e preparar a fogueira
e o jantar. Acampamos numa pequena plataforma dentro da Mata Virgem,
perto do paredão que dá acesso ao cânion.
Após o café da manhã, carregamos os equipamentos,
inclusive os botes, por uma trilha de 150m até uma plataforma
que dá acesso ao cânion. Amarramos tudo novamente aos
botes que serão lançados com cordas para atravessar
o último refluxo. Vamos seguir a trilha até o início
de um rapel em um paredão de 30m. Um a um descemos pela corda
por dentro do cânion e pulamos os últimos dois metros
para dentro da água. Estamos no coração do cânion.
Acima o visual da cachoeira e embaixo um pequeno trecho de águas
calmas cercado por paredões. Juntamos tripulação
e botes para seguirmos rio abaixo. Seguem algumas corredeiras técnicas,
como a passagem Pracima e a Pedreira. Um banho no poço ensolarado
da Ferradura e a continuação com inúmeras outras
corredeiras. Uma plantação de Eucalipto substitui a
Mata Virgem e indica os últimos dois quilômetros da
nossa aventura. Encontramos o nosso apoio de terra perto de uma ponte
pênsil no início da vila. Para esta aventura é necessário
que as pessoas já tenham feito rafting.
TRAZER:
tênis velho para molhar
roupa de banho
toalha
roupas secas
protetor e repelente
objetos pessoais
isolante/saco de dormir
Dificuldade: Classes II, III, IV.





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